TIÃO MEDEIROS: SE NA BASE DE APOIO, COM PODER DE VETO

O deputado estadual reeleito, Tião Medeiros (PTB), em entrevista ao blog, informou que recebeu o convite para fazer parte da base de apoio do Governo de Ratinho Júnior e deverá aceitá-lo, desde que tenha o poder de veto sobre as nomeações de cargos já feitas na sua área de atuação, com ênfase em Paranavaí. Tião avalia também que não pode ser preterido na escolha de nomes, já que detém o mandato. Uma coisa é certa, não deixará que pessoas que lhe fizeram oposição tenham cargos caso aceite o convite do novo governo. Essa posição deixa claro que é ilusão achar que aos perdedores caberá a maior fatia do bolo.

IDEOLOGIA DE GÊNERO NAS ESCOLAS: APRESENTEM UM CASO

Como bem assinalou uma jornalista nas redes sociais, a ideologia de gênero é algo apontado como recorrente nas escolas, sem que nenhum caso tenha sido apresentado para corroborar com a tese. Você leitor, que tem filho em idade escolar, conhece algum exemplo que possa justificar todo esse oba-oba em torno do tema? Tendo uma relação estreita com a categoria dos professores (minha mãe, já falecida, uma irmã, um irmão e uma ex-esposa são professores), posso testemunhar que ao longo dos meus 55 anos, 28 deles dedicados ao jornalismo, nunca presenciei ou fiquei sabendo que a sala de aula tinha se tornado palco da defesa e da dissiminação da ideologia de gênero. Sei sim que em função do aumento considerável de casos de bulling nas escolas, os professores passaram a centrar parte de suas ações na tentativa de diminuir o preconceito, seja contra crianças e jovens gordas, magras, pobres, pretas, com deficiência mental ou física e, também, com outra orientação sexual. Portanto, abro esse espaço para que os pais de supostos casos em que a ideologia de gênero foi impostas a seus filhos, façam seus relatos. Essa situação me faz lembrar a citação de Joseph Goebbels, ministro de propaganda de Hitler: uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade. Ou outra, “de tanto se repetir uma mentira, ela acaba se transformando em verdade”.

O HOMEM DO HELICÓPTERO NO MINISTÉRIO DOS ESPORTES

Mais uma nomeação polêmica do governo de Jair Bolsonaro. Desta vez foi a do dono do helicóptero apreendido pela PF com 445 quilos de cocaína, Gustavo Perella. Ele foi nomeado como chefe da Secretaria Nacional de Futebol e Defesa dos Direitos do Torcedor do Ministério dos Esportes. À época da apreensão, Perella se livrou de um indicamento afirmando que não sabia que o piloto, que também era funcionário de seu gabinete na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, estava utilizando o helicóptero da empresa de sua família para fins escusos. Estranhamente o Ministério Público aceitou a justificativa e não o indiciou. Júlio César já ensinou: à mulher de César não basta ser honesta, tem que parecer honesta. A nomeação ignorou essa máxima.

CRIME ORGANIZADO MOSTRA SUA FORÇA NO CEARÁ

A segurança pública do Ceará vive um dos seus maiores tormentos. Nesta segunda-feira, os ataques comandados pelo crime organizado chegam a seu 13º dia e a situação está cada vez pior. Vindas dos presídios, as ordens agora são para que se ataquem os policiais. Para agravar a situação, um levantamento feito pelo governo cearense mostra que um terço dos mais de 350 detidos pelas forças especiais são adolescentes, o que dificulta ainda mais o encaminhamento das prisões e mostra como a ação é articulada por seus líderes. Não resta dúvida de que a situação vivida pelos cearenses respinga em Brasília, mais especificamente no Ministério da Justiça, comandado por Sergio Moro. Ele assumiu a função com o discurso de que iria pegar pesado com o crime organizado e certamente não esperava uma resposta tão cedo. Uma prova de fogo para Moro, que ainda tem que torcer para que ações semelhantes não comecem em outros estados.

IMBLÓGRIO NA CÂMARA DEVE MUDAR PROJETO DA PREFEITURA NO CENTRO CÍVICO

Há um ano, o projeto que previa a vendo do atual prédio da prefeitura para a construção de um novo no Centro Cívico, a ser instalado no Jardim Oásis, era tido como favas contadas. Por isso, estranhei quando ouvi o prefeito de Paranavaí, Delegado KIQ, na entrevista à RPC, falar com pouco entusiasmo sobre a proposta de transferência da prefeitura. Ao blog, KIQ explicou que um imblógrio com a Câmara de Vereadores estava impedindo que fosse feita a transação sem a necessidade de locação de um espaço para a prefeitura, enquanto a obra era feita. Ele explicou que os vereadores não aceitam “desafetar” o prédio e ele continuar sendo usado como sede do poder municipal até a mudança. Como isto iria, na avaliação do prefeito, causar uma série de percalços, a ideia agora é vender o prédio antes utilizado pela Textilpar e com o dinheiro construir uma instalação menor, com menos secretarias, no Centro Cívico. KIQ afirmou também que o Judiciário e o Ministério Público demonstraram interesse em começar ainda neste ano a construção de suas sedes no local. O prefeito informou ainda que algumas secretarias podem ocupar parte das instalações do Estádio Municipal Waldemiro Wagner.

DESTINO DO ESTÁDIO MUNICIPAL GERA CRITICAS

Mesmo tendo afirmado publicamente, inclusive na entrevista à RPC, de que não iria demolir o Estádio Municipal, o prefeito de Paranavaí, Delegado KIQ, continua sedo alvo de críticas nas redes sociais. KIQ afirmou que sua intenção é transformar o Waldemiro Wagner num grande espaço de lazer, mas seus críticos insistem na tese de que demolir o local é ir contra um monumento histórico da cidade. Em entrevista ao blog, KIQ afirmou que está estudando também a possibilidade de transferir algumas secretarias para a parte que era usada pela administração do ACP, já que a construção da prefeitura no Centro Cívico deve ser menor do que a inicialmente prevista.

O GRITO FORTE DA CASERNA

As Forças Armadas nunca estiveram tão fortes em representatividade no governo de Jair Bolsonaro, que tem no 1º e 2º escalão do governo, oito representantes. Este número é maior do que existia na equipe do governo de Castelo Branco, primeiro presidente após o Golpe de 64. Os últimos acontecimentos – a desistência de ter uma base dos EUA no Brasil e a exclusão dos militares no projeto de reforma da Previdência, mostram bem o poder de fogo da categoria. Quem defendia a intervenção militar no país deve estar festejando. Já quem se preocupa com liberdades básicas, como a de expressão, certamente está com a pulga atrás da orelha.