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KIQ USA REDES SOCIAIS PARA OUVIR POPULAÇÃO: DIRECIONAMENTO DE RECURSOS

O prefeito de Paranavaí, Delegado KIQ, começou, salvo engano, ontem em sua página no Facebook, a ouvir a população sobre o direcionamento de recursos públicos. Na postagem, o prefeito pede que sejam listadas três obras ou ações importantes para a cidade. Na tarde desta terça-feira, mais de 130 postagens tinham sido feitas, uma parcela significativa das pessoas escolheu investimentos na área de saúde, tais como rapidez na distribuição de consultas, maior oferta na área de especialidades e até melhora no atendimento. A abertura de mais vagas em creches também registra um bom número de defensores. Salvo engano, a intenção do prefeito KIQ é direcionar os recursos para ações públicas que tenham respaldo popular, mas nas propostas o que se vê são cidadãos preocupados mais em verem seus problemas particulares ao invés de apresentarem propostas coletivas. Algumas exceções tratam de temas relacionados à mobilidade urbana, tais como a instalação de semáforos inteligentes, a construção de ciclovias e até a melhora no videomonitoramento.
Mesmo não mais morando em Paranavaí, deixei o meu pitaco: Mais vagas nas creches, mais consultas de especialidades e rapidez no atendimento nas UBSs parecem ser um clamor comum nesses comentários, mas prefiro sugerir, já que é uma proposta de ação pública, na prevenção. Para tanto defendo a construção de centros esportivos, que atendam de crianças a idosos, com a presença de uma equipe multidisciplinar. Estaremos assim proporcionando a chance de uma população mais saudável e consequentemente menos doente. Os centros seriam instalados em bairros de grande concentração de pessoas e poderiam, ao longo do tempo, ir agregando outros serviços da administração pública municipal. A proposta não é simples, muito menos barata, mas tem o foco no bem estar futuro da população.

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MOMENTO DE EXPECTATIVA

Encarado com euforia para alguns e com ceticismo para outros por outros, o Governo de Jair Bolsonaro tem muito trabalho pela frente. A consolidação de reformas estruturais tão necessária para que o país tenha chance de retomar o caminho do crescimento promete ser o primeiro grande desafio da atual gestão. Principalmente pelo aspecto de que não depende apenas da vontade da nova equipe, mas do voto de deputados federais e senadores. As mudanças na Previdência, por exemplo, são mais do que esperadas e envolvem grupos econômicos acostumados a terem privilégios em detrimento da maioria da população brasileira. O discurso inicial de que todos devem dar sua cota de sacrifício encontra guarida na maioria das categoriais profissionais, mas não se pode esquecer do poder já demonstrado por grupos de privilegiados. A começar pela classe política brasileira, que tem se mostrado avessa a alterações que lhe tirem direitos. Se dependemos dos políticos com mandato para que distorções de tratamento na hora de se aposentar sejam corrigidas temos um impasse. E fica a pergunta: vão eles atirarem no próprio pé, mesmo que seja esta a vontade dos que os elegeram? Desculpem a desconfiança natural e necessária de um jornalista, mas duvido!

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RECOMEÇANDO

Ano novo, blog novo. O nome continua o mesmo, mas a forma de acessá-lo mudou e a maneira de encarar a elaboração de um espaço de informação e opinião tem o ingrediente de 28 anos dedicados ao jornalismo. Agora a partir de Cianorte, sem esquecer de Paranavaí onde vivi por mais de 25 anos. Não tenho a pretensão da unanimidade, apenas o desejo de ver respeitado o meu direito de ter opinião sobre assuntos de diferentes matizes. Reconheço que em tempos de acirramento de ânimos na internet, principalmente quando o assunto é política, a tarefa de tratar do assunto não deixa de ser um desafio e uma tarefa que pode se tornar árdua. Que fique claro: posso não concordar com a sua opinião, mas defenderei com unhas, dentes e argumentos o seu direito de expô-la. Me desejem sorte, vou precisar.

AGRONEGÓCIO VÊ RISCO NO DISCURSO DE BOLSONARO SOBRE O MEIO AMBIENTE

O presidente Jair Bolsonaro conseguiu o apoio maciço do agronegócio brasileiro para se eleger, mas seu discurso sobre o meio ambiente coloca em risco as relações comerciais e já começa a ser criticado por expoentes do setor. Este é o caso de Blairo Maggi, maior produtor de soja do mundo. Segundo Maggi, “há anos o Brasil vinha defendendo preservação com produção, tínhamos avançado bastante, já tínhamos ganhado confiança do mercado, mas com esse discurso (do governo), voltamos à estaca zero. Podemos sim ter fechamento de mercado. Temos uma relação muito complicada com a Europa. Para criarem mais mecanismos para dificultar a entrada da carne de frango ou outros produtos do Brasil, é dois tempos”.

BOLSONARO: QUEM MANDA SOU EU, PERO NO MUCHO

Acostumado a falar primeiro e pensar depois, o presidente Jair Bolsonaro acabou mais uma vez tendo que se corrigir poucas horas depois de afirmar que a PF do Rio de Janeiro terá como superintendente o atual ocupante do cargo no Amazonas e não o de Pernambuco como tinha informado nota da direção nacional da PF. Depois voltou atrás e confirmou a contragosto que o indicado será o de Pernambuco. Deve ter sido lembrado que a Polícia Federal sempre teve autonomia para fazer as transferências que julgar necessárias. Bolsonaro mudou também o motivo da mudança. Antes disse ser uma questão de produtividade, depois de que o substituído iria para o exterior. A PF informou que a mudança se dá porque o atual titular da PF Rio quer se transferir para Brasília.

DELTAN TERIA APOIADO ARAS PARA A PGR

Dados do UOL:
O procurador Deltan Dallagnol usou o prestígio obtido como coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba para tentar emplacar nos bastidores o procurador regional da República Vladimir Aras, seu aliado no MPF (Ministério Público Federal), como o novo comandante da PGR (Procuradoria-Geral da República). Para isso, fez lobby com ministros do governo Jair Bolsonaro (PSL), senadores e ao menos três ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Os diálogos mostram que os dois começaram a articular a candidatura ainda durante o período eleitoral. Assim que Bolsonaro teve uma votação expressiva no primeiro turno da disputa, no qual obteve 46% dos votos válidos, os dois passaram a planejar abordagens ao entorno do então candidato. Sergio Moro, que ainda era juiz federal àquela altura, já é tachado como alguém próximo do grupo de Bolsonaro. “Fala com Moro sobre minha candidatura a PGR”, escreveu Vladimir Aras às 13h22 de 11 de outubro de 2018 – quatro dias após o primeiro turno da eleição presidencial. “Com Bolsonaro eleito, vou me candidatar”, completou às 13h23.

VICE DE DÓRIA RECEBEU R$ 1 MILHÃO DA OAS

Informações do The Intercept Brasil e Folha de S. Paulo:
Ex-presidente da OAS preso pela Lava Jato, Léo Pinheiro disse ter autorizado o pagamento de R$ 1 milhão em espécie a Rodrigo Garcia (DEM) para acelerar liberação de verba para obra da linha 4-amarela o Metrô de São Paulo. Nos anos seguintes, Garcia se tornou deputado federal, secretário dos governos tucanos de José Serra e Alckmin e, em 2018, se elegeu vice na chapa de João Doria (PSDB). Pensando bem, tem algum assunto no Judiciário que Dallagnol não quis dar pitaco?

O PREÇO DA PROPINA: 140 KG DE PICANHA

A auditora da Inspetoria da Receita Federal em Guaíra (PR) Lourdes Medeiros dos Santos foi condenada à perda do cargo público, à suspensão dos direitos políticos e a quatro anos e três meses de prisão por exigir dez caixas de picanha, com cerca de 14 kg cada, como “favor” pelo desembaraço aduaneiro do produto. A excepcionalidade do caso é a auditora ter sido pega com a boca na botija e ter sido punida como manda a lei.

DESEMBARGADOR NEGA PEDIDO DA AGU E MANTÉM RECONTRATAÇÃO NO MNPCT

Em uma derrota do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL), o desembargador Guilherme Calmon Nogueira negou um pedido da Advocacia Geral da União (AGU) e manteve a obrigação do Executivo de recontratar os onze peritos que atuavam junto ao Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT). Os integrantes foram exonerados por um decreto de Bolsonaro assinado no começo de junho. Parte do texto foi derrubada por uma decisão da Justiça Federal na última semana, corroborada agora pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2).

BOLSONARISTA QUEREM VETO A PL DO ABUSO DE AUTORIDADE

Bolsonaristas começaram hoje uma campanha para que o presidente Jair Bolsonaro vete o projeto de lei que criminaliza o abuso de autoridade. Na opinião deles, o projeto vai inviabilizar o trabalho de policiais, promotores e juízes. Na minha opinião, o projeto nem deveria existir em diversos pontos, já que deveria ser prática comum na relação entre acusados e quem tem a função de julgar, processar ou prender. Infelizmente não é assim que acontece. São inúmeros os casos em que a polícia usa práticas ilegais para incriminar alguém ou o judiciário deixa de julgar com base nas provas. Falo isso com a experiência de já ter sido vítima do conluio que existe entre promotor, polícia e juiz, cuja sentença em primeira instância foi prontamente reformada pelo Tribunal de Justiça (um dia contarei mais detalhes). Num país em que a justiça é feita para quem consegue pagar bons advogados, uma lei de abuso de autoridade pode sim trazer algum alento e proporcionar de forma mais igualitária o que todos deveriam querer: justiça para todos.